segunda-feira, 14 de outubro de 2013

As Linhas de Umbanda


Em cada Trono Divino há uma Divindade assentada que na Umbanda nominamos de Orixás Regentes.

As Sete Linhas de Umbanda são as irradiações dos Sagrados Orixás Regentes e cada uma dessas essências atua num padrão vibratório que estimula e dá sustentação aos seres que vivem em todas as dimensões do planeta.
 A Umbanda tem nas Sete Linhas seus fundamentos:
A Linha Cristalina estimula a Fé (Religiosidade)
A Linha Mineral estimula o Amor/Concepção (Sexualidade)
A Linha Vegetal estimula o Raciocínio (Conhecimento)
A Linha Ígnea estimula a Razão (Juízo)
A Linha Eólica estimula a Ordem (Equilíbrio)
A Linha Telúrica estimula o Saber (Evolução)
A Linha Aquática estimula a Maternidade (Geração)
 São sete irradiações, sete padrões vibratórios, sete sentidos da vida e sete sentimentos.  As sete irradiações dão origem a sete essências, que dão origem a sete elementos, que por sua vez dão origem a sete tipos de matérias ou energias.
Todas são Irradiações Divinas e cada uma flui num padrão próprio que influencia quem é alcançado por ela,alterando nossos sentimentos mais íntimos e o nosso padrão vibratório, estimulando sentimentos mais nobres e virtuosos.  Assentados nestas linhas estão os Divinos Orixás, da seguinte forma:
 A Linha da Fé
Oxalá
Oyá Logunan
A Linha do Amor
Oxum
Oxumaré
A Linha do Conhecimento
Oxóssi
Obá
A Linha da Razão
Xangô
Iansã
A Linha da Ordem
Ogum
Egunitá
A Linha da Evolução
Obaluayê
Nanã
A Linha da Geração
Iemanjá
Omulu

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Um pouco sobre a entidade EXU



Salve povo de Aruanda....

Hoje venho aqui falar um pouco sobre esta entidade tão querida da nossa Umbanda e contar um pouco de sua história.

A origem de Exu é africana: ele é um Orixá proveniente do panteão iorubano (etnia fixada geograficamente na Nigéria). Ele é o mensageiro, aquele que rege toda a comunicação, guardião das cidades, das casas, da sexualidade e de todas as coisas que são criadas pelo homem. Ele é o Orixá de tudo que esta em movimento.

Exu tem o direito de receber oferendas primeiro, a fim de assegurar que tudo corra bem, assim é que ele garante a comunicação entre o Céu e a Terra, o mundo espiritual e o físico.

Tanto na África em colonização quanto mais tarde, quando os negros escravos vieram para o Brasil, Exu - por sua natureza brincalhona e irreverente, e sua representação, que consiste em um falo (pênis) humano ereto (como mostrado na imagem acima), simboliza a fertilidade - foi sincretizado como o Diabo do catolicismo (mas isto explicarei em outro post!!). Assim, por toda a sua maneira provocadora e astuciosa, sem falar nas claras menções sensuais e sexuais de seu culto, Exu foi confundido com  Satanás ou Lúcifer, o Anjo Caído. No panteão iorubano, essa associação, além de ofensiva, é absurda, pois Exu na esta em oposição a Deus, nem é a personificação do mal; pelo contrário, reger a materialidade garante o equilíbrio entre o mundo físico e o espiritual.

Justamente por estar tão ligado à materialidade, ele não tolera dívidas: se uma coisa é prometida a Exu, ela deve ser cumprida, ou ele se divertirá provocando problemas e calamidades às pessoas que não cumprem a suas palavras.

Como ele aceita quase tudo que lhe é ofertado, especialmente coisas mundanas e acessíveis, como farofa e otim  (bebida alcoólica, em iorubá), desenvolveu-se uma crença de que pode-se fazer pactos ou "comprar" os atos de Exu ou uma Pombagira. O mito é, na verdade, uma má interpretação do ato do compromisso: ninguém compra uma entidade da esfera espiritual com uma garrafa de cachaça ou qualquer outra coisa.

Os Exus, diferente das outras linhas, são espíritos de diversos níveis de evolução espiritual, que incorporam nos médiuns e interagem de diversas formas com os seres humanos. Em nossa Umbanda, não se manifesta o Orixá Exu, mas sim seus mensageiros e falangeiros, que são espíritos que vem na Terra para orientar e ajudar. Na umbanda ele tem a função de mensageiro, o que leva os pedidos e oferendas dos homens aos Orixás.

Os nomes de Exu  


O Exu Orixá tem muitos nomes, dependendo da função que desempenha. Alguns dos mais comuns, e que são de conhecimento mais amplo são: Esu, Bara, Ibarabo (que deu origem ao Exu Marabô), Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Egélú, Yangí, Ònan, Lállu (que deu origem ao Exu de mesmo nome na Umbanda), Tiriri (que deu origem ao Exu de mesmo nome na Umbanda), Ijèlú. Por ser típico do Candomblé apresentamos somente a título de curiosidade seus nomes.

Na umbanda podem possuir nomes mais distintos como alguns exemplos mostrados abaixo:

  • Exu Arranca Toco
  • Exu Asa Negra
  • Exu Carangola
  • Exu Cascavel
  • Exu Bara
  • Exu Catacumba
  • Exu Caveira
  • Exu Belzebu
  • Exu Brasa
  • Exu Capa Preta
  • Exu Sete Encruzilhadas  
  • Exu Capa Preta das Almas
  • Exu Cobra
  • Exu Curador
  • Exu do Fogo
  • Exu Gira Mundo
  • Exu Veludo
  • Exu Marabô
  • Exu do Rio
  • Exu Mulambo
  • Exu Tiriri
  • Exu Veludo da Mata
  • Exu Tranca-rua de Embaré
  • Exu Tranca-rua
  • Exu dos Ventos
  • etc.

Em geral, somente os Exus muito evoluídos e que, de alguma forma, respondem diretamente a Orixás ou ao próprio Exu Orixá, dispõe de classificações como das Matas, Embaré, das Almas, etc. Isto porque eles são arquétipos dos mensageiros: o nomeque acrescentam ao seu título está relacionado com a sua regência:

- Das Almas: regência de Omulu ou Nanã, tem a ver com cemitério, morte (tanto no sentido físico como no sentido figurado de recomeço e renovação), saúde, etc.
- Das Sete Encruzilhadas: regências de Ogum, Oxóssi ou Exu Orixá, relaciona-se com demandas, caminhos, metas e objetivos profissionais e materiais.
- Das Matas: regências de Ossaim e Oxóssi, tem a ver com prosperidade, fartura, trabalho.
- Do Mar ou da Calunga: regências de Oxum e Yemanjá - embora o Exu ser regido por um Orixá feminino seja mais raro, não impossível - relaciona-se com faxmília, espiritualidade, fertilidade, criatividade.
- De Embaré: regências de Oxalá e, embora o significado da palavra tenha a ver com "águas que curam" no tupi antigo, relaciona-se com Exus Mirins.

Bem...fico por aqui. 
Em outros posts colocarei um pouco mais sobre esta maravilhosa entidade e ainda o porque que as pessoas relacionam Exu com o Diabo e ainda um pouco sobre Pombagiras.

Abraços...



terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ignorância em nome dos Orixás


Achei esta matéria em um site na Internet e achei muito pertinente a cerca de nossa religião e como algumas pessoas utilizam o nome da Umbanda e prol de algo NEFASTO e sem sentindo.

Texto do Irmão Alexandre Cumino, do Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca

De tempos em tempos, aparece algum caso de crime relacionado com Magia Negativa, associado ao mal, chamado vulgarmente de Magia Negra. De tempos em tempos, vemos associarem alguns destes crimes à Umbanda, ao Candomblé ou aos Cultos Afros em geral. São crimes bárbaros, macabros mesmo, com mortes de crianças e estupros, motivados pelo que há de pior e mais baixo no ser humano.

Enquanto nós ficamos aqui dizendo que isto não tem nada a ver com Umbanda, Candomblé e Cultos Afros; os criminosos, presos, se identificam com estas nossas amadas religiões e ainda dizem fazer pactos com satã, demônio, quando não colocam os nomes sagrados de nossos guias e orixás no meio de seus crimes hediondos e passionais.

SABEMOS que nossa religião é linda, que não faz pactos, que não existe demônios em nossos cultos.

Há anos, venho batendo na mesma tecla: Umbanda é Religião e só pode fazer única e exclusivamente o bem! Enquanto isso, pessoas que nem tem idéia do que seja religião continuam abusando de nossos fundamentos e valores de forma negativa e invertida. O conceito sobre religião está totalmente banalizado e distorcido, qualquer um cria uma nova religião e faz o que quer com ela, esta é a verdade.

Sempre lembro a primeira definição de Umbanda dada por seu fundador, o primeiro umbandista, Zélio de Moraes e sua entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas: “Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade!”


Enquanto isso, no próprio seio da Umbanda, convivemos com praticantes que não tem a menor idéia de quem foi, ou o fez, o primeiro umbandista. Pessoas que “dirigem” terreiros, que se denominam sacerdotes (pai de santo, mãe de santo, padrinho, madrinha…) e proíbem seus médiuns de estudar.

O medo e a ignorância são portas abertas para as trevas interiores e exteriores. É aqui que o EGO, a vaidade e os vícios mais baixos do ser humano se instalam.
E todos os dias vemos anúncios de pessoas oferecendo “serviços” de magias negativas em nome de nossos sagrados valores, de nossa religião, de nossos guias e orixás. Deitam e rolam com os nomes de Exu e Pombagira, usam e abusam.
As pessoas continuam procurando um atalho, um caminho mais fácil, para externar seu negativismo acumulado, não querem dor, não querem crescer, não querem assumir seus atos, não querem ser conscientes, querem apenas satisfazer os sentidos viciados no mundo das ilusões, das paixões que arrastam para atitudes emocionais animalizadas e instintivas.
Ainda se vê na figura do médium um poder de manipular vidas! Um poder de manipular o destino, um poder que pode ser comprado, negociado.
NÃO EXISTE OUTRA SAIDA PARA A RELIGIÃO,
É PRECISO MUDAR O SENSO COMUM,
É PRECISO ALCANÇAR O INCONSCIENTE COLETIVO!
E A UNICA FORMA É COM EXEMPLO E NÃO APENAS COM PALAVRAS.
Um consulente pode apenas frequentar um terreiro, sem ter a mínima idéia do que seja a Umbanda. Um consulente, um simples frequentador, pode se denominar católico, ateu, à toa e o que quiser…
Este consulente pode, sim, ele pode ser totalmente ignorante…
UM MÉDIUM NÃO PODE SER IGNORANTE!!!
UM MÉDIUM E PRATICANTE DE UMBANDA É FORMADOR DE OPINIÃO, SEMPRE!!!
O MÉDIUM É O TEMPLO DA RELIGIÃO!!! NÃO PODE SER O TEMPLO DA IGNORÂNCIA!!!

Umbanda não é e não pode ser para pessoas ignorantes. E aqui fica bem claro o sentido e significado da palavra ignorante: aquele que ignora algo. Não se pode praticar Umbanda de forma ignorante, sem saber o que está sendo praticado.
Quando não estamos bem, e todos passamos por momentos e períodos de negatividade, é o conhecimento, a razão, que nos mantém dentro de limites e parâmetros seguros. O médium ignorante torna-se uma porta aberta para as trevas.
E vamos continuar vendo casos e mais casos em que a ignorância rouba, assalta, o nome da umbanda e de nossas entidades.
COMO VAMOS MUDAR ISSO???
Ignorância se vence com conhecimento e estudo…

O Consulente


Olá a todos....

Sei que estou meio em defasagem com as postagens aqui do Blog, mas acontece que como todos, eu trabalho em uma Empresa e muitas vezes fica difícil eu conseguir postar alguma coisa, mas vou procurar empregar um ritmo mais intenso para que eu faça nosso Blog rodar com mais pessoas acessando.

Nesta matéria, resolvi colocar uma declaração do grande sacerdote Jorge Scritori do Instituto Cultural Sete Porteiras do Brasil sobre os Consulentes, as pessoas que vão aos Centros em busca de uma palavra e em busca de aconselhamento. Nota-se que muitas deles não vão para isso, mas sim em busca de namorados, trabalhos melhores e promoções e este sacerdote, com toda a sua sabedoria, nos mostra e deixa claro como estas pessoas podem melhorar suas vidas.

Abraços e axé a todos!!


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Origens Orixá Nanã – Lendas, Histórias e Raízes Africanas


Na tradição africana, a Orixá Nanã é reverenciada como Nàná Burúkú (ou Buruquê) e representa o ponto de contato da terra com as águas. É uma Divindade Suprema que fez parte da Criação: é a responsável pelo elemento barro, que emprestou a Oxalá para que este moldasse o primeiro homem e todos os seres viventes da Terra. Com a junção de água e terra surgiu o barro.
Com o Sopro Divino, o barro representa movimento. O movimento adquire estrutura. Do movimento e da estrutura surgiu a Criação, o Homem.
No Candomblé, por exemplo, afirma-se que Nanã é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado pela mitologia Iorubá, há séculos, quando o povo Nagô conquistou o Daomé (atual República do Benin), assimilando sua cultura e incorporando algumas Divindades dos povos dominados.
Nesse processo de encontro de culturas, Nanã (mito Jêje) assume a figura de mãe dos filhos do Daomé, enquanto Oxalá permanece como pai, também, dos daomeanos (embora não fizesse parte da sua mitologia primitiva). Os mitos daomeanos eram mais antigos que os Nagôs, pois vinham de uma cultura que se mostra anterior à descoberta do fogo. Então, tentou-se acertar essa cronologia colocando-se Nanã e o nascimento de seus filhos como sendo fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá. Neste contexto, Nanã é a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluayê) e Oxumarê.
Senhora de muitos búzios, Nanã sintetiza, em si, morte, fecundidade e riqueza. É associada à fecundidade e à prosperidade porque a Ela se pedem filhos; lembrando-se que nas antigas sociedades tribais ter muitos filhos era sinônimo de riqueza (capacidade de sustentá-los) e também de se perpetuar o nome daquele clã.
Para os Jêje, da região do antigo Daomé, seu nome significa “mãe, mãezinha”. Nessa região, Nanã é considerada a Divindade suprema. Talvez por isso, frequentemente é descrita como um Orixá masculino.
A vida está cercada de mistérios que, ao longo da História, atormentam o ser humano. A morte desperta no homem os primeiros sentimentos religiosos, e nessse momento Nanã se fez compreender: porque é na morte, condição para o renascimento e para a fecundidade, que se encontram Seus mistérios. Nos primórdios da História, os mortos eram enterrados em posição fetal; o que remetia a uma idéia de nascimento ou renascimento. O homem primitivo entendeu que a morte e a vida caminham juntas, entendeu os mistérios de Nanã. Pois Nanã é o princípio, o meio e o fim; é o nascimento, a vida e a morte; é a origem e o poder. Entender Nanã é entender o destino, a vida e a trajetória do homem sobre a Terra. Nanã é água parada, água da vida e da morte.
Considerada a mais velha Divindade do panteão africano, Nanã está associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. Ela e Obaluayê foram os únicos Orixás que não reconheceram a soberania de Ogum como dono dos metais, justamente por serem mais antigos que ele. Segundo pesquisas de Pierre Verger, há indícios de que Nanã e Obaluayê eram cultuados desde antes da Idade do Ferro; e esta é a razão de não se utilizar instrumentos de ferro nas suas oferendas. Na África antiga, acreditava-se que entre o mundo dos vivos e o dos mortos existe uma passagem, cuja regente é Nanã, Senhora da Morte, geradora de Iku (a Morte).
Desde suas origens na África, Nanã é reverenciada como o grande Orixá que tem o domínio sobre as enchentes e as chuvas, bem como sobre o lodo produzido por essas águas. Ela também é a mãe e avó, a protetora dos homens e dos idosos, a padroeira da família.
(Por Umbanda eu Curto)