sexta-feira, 10 de maio de 2013

Acender Velas




A vela acesa dentro do terreiro tem o objetivo de movimentar ou colocar em ação a “energia ígnea”, tal qual o charuto aceso, o alguidar com álcool, o carvão… 

A Umbanda, na sua essência e por ser mágica, trabalha com os elementos da natureza: – água, ar, terra, fogo, mineral, vegetal e mineral.

A energia ígnea além de transmutar é também um condutor energético. Esta energia é fundamental ao equilíbrio mental no campo da razão. A absorção dela é vital para que alcancemos um ponto de equilíbrio em todos os sentidos da Vida. Assim como cada substância tem seu ponto de equilíbrio, medido em graus Celsius ou Fahrenheit, nós também temos esse ponto. e dependendo da absorção dessa energia ígnea, tanto podemos acelerar quanto paralisar nosso racional, deixando de usar a razão e recorrer à emoção ou aos instintos. 

O uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do prana quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas e conseqüentemente nossos pedidos feitos.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Os Pés Descalços


O solo, chão representa a morada dos ancestrais e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos tento um contato com estes antepassados.

Nós costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se estivéssemos trazendo sujeira da rua para dentro de nossas casas.

É também uma forma de representar a humildade e simplicidade do Rito Umbandista.

Além disso, nós atuamos como a pára-raios naturais, e ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.

Em alguns terreiros é permitido usar calçados (mas calçados que são usados APENAS dentro do terreiro).

Cabe ressaltar, que a origem desse costume, nos cultos de origem afro-brasileira, é outra; os "pés descalços" eram um símbolo da condição de escravo, de coisa; lembremos que o escravo não era considerado um cidadão, ele estava na mesma categoria do gado bovino, por exemplo.

Quando liberto a primeira medida do negro (quando fosse possível) era comprar sapatos, símbolo de sua liberdade, e de certa forma, inclusão na sociedade formal. O significado da "conquista" dos sapatos era tão profundo que, muitas vezes, eles eram colocados em lugar de destaque na casa (para que todos vissem).

Ao chegar ao terreiro, contudo, transformado magicamente em solo africano, os sapatos, símbolo para o negro de valores da sociedade branca, eram deixados do lado de fora.

Eles estavam (magicamente) em África e não mais no Brasil.

No solo africano (dos terreiros) eles retornavam (magicamente) à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.

Bater a Cabeça


O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.

O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões e foi trazido para alguns protocolos do mundano tendo em vista que em muitas sociedades os seus soberanos eram tidos como representantes terrenos da divindade.

Seu significado pode ser interpretado como (reconhecimento da) submissão do ser humano diante da onipotência da deidade, muitas vezes representada através de fenômenos da Natureza. Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega.

Também pode ser entendido como representação de humildade, bem como uma forma de agradecimento ( à Mãe-Terra que, através de seus mistérios, nos dá tudo, o que nos sustenta e nos mantem em pé).

Pode-se, então, dizer que na Umbanda bater cabeça significa respeito pela deidade, orixás, guias e entidades que são representadas tanto pelo congá , como por pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques), e ainda nas figuras dos sacerdotes e sacerdotisas ou mais velhos na religião.

A ritualística pode variar de terreiro para terreiro, função de doutrina e fundamentos próprios.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Ritual de Casamento



A cerimônia de casamento deverá ser dirigida por um sacerdote e nunca por um guia, pois é uma cerimônia civil religiosa e não espiritual. Nada impede, contudo, que após a cerimônia o guia chefe incorpore e abençoe esta união.

O ato em si inicia-se abrindo a gira normalmente, defumando e fazendo tudo de acordo com os trabalhos habituais. Neste momento os noivos encontram-se fora do recinto, então faz-se um corredor com sete médiuns homens, simbolizando o Orixá Oxóssi, para que nesse casamento haja fartura e alegria em todos os sentidos. 

Sete médiuns mulheres que simboliza o Orixá Oxum para que, nesse casamento, haja sempre amor e prosperidade em todos os sentidos, e a mãe Iemanjá, com lírios, palmas brancas e/ou espada de São Jorge nas mãos para que tenha a firmeza de Pai Ogum nessa nova caminhada.

Com o dirigente já na posição, é autorizada a entrada dos noivos.

O Ogã canta um pouco para a entrada dos noivos, a a curimba canta o bis a a parte do parabéns em tom alto, com o apoio dos presentes.

Após a entrada dos noivos e padrinhos, os Ogãs cantam para a incorporação; quatro médiuns, sendo dois homens e duas mulheres, já determinados anteriormente pelo dirigente, receberão respectivamente os Orixás representando os pais e mães espirituais dos noivos para acompanhar e abençoar o casamento dos filhos.

Curso EAD (Ensino a Distância) - Curimba e Canto



Olá irmão de fé.

Para quem não possui tempo e não tem como se deslocar até o Instituto 7 Porteiras, poderá efetuar o curso com o mestre Severino Sena através de aulas gravadas, isso mesmo, o site http://www.umbandaead.com.br/ disponibiliza este e outros cursos a distância podendo ser feito no lugar e na hora que você quiser.

Já fiz diversos cursos nesta plataforma e posso falar que vale muito a pena!!! Não deixem de visitar o site e conferir o cursos disponíveis, inclusive de nosso mestre Severino.

Abraços